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Homenagem mais que merecida.

O Rotary de Matozinhos na região metropolitana de Belo Horizonte homenageou no mês das mães, Dona Pitucha, pessoa muito especial na sociedade matozinhense. Na oportunidade, seu filho Nival Junior (Juninho) teceu esta homenagem tão merecida a ela.

 

Mulher Guerreira, Esposa Fiel, Mãe Exemplar, Vovó Coruja.

Essas são algumas características da Sra. Maria da Conceição de Carvalho, conhecida como “Dona Pitucha”. Filha de Joaquim Fernandes Mesquita e Maria Gonçalves (Lilia). Nasceu no dia 05 de dezembro de 1938, em Matozinhos.

O famoso apelido lhe foi atribuído por Dona Didi (esposa de Chico português) que ao ver pela primeira vez aquela pequenina criança, nascida de 07 meses, disse que ela parecia uma “pituchinha”, pois caberia numa caixa de sapatos.

Em janeiro de 1963 casou-se com Nivaldo de Carvalho. Estes 53 anos de uma sólida união rendeu ao casal uma família frondosa, com 10 filhos, 17 netos e 03 bisnetas.

Essa grande família só existe graças à teimosia de Dona Pitucha. Os falecidos médicos Dr. Nilton e Dr. Hélio Issa se surpreenderam com a quantidade de filhos que ela teve em curto período de tempo. Ambos aconselharam que ela parasse no quinto filho. Logo, se Dona Pitucha seguisse tal conselho, a prole seria composta apenas por Willian, Clélia, Eliana, Ronaldo e Carlinhos.

Mas Dona Pitucha queria mais filhos. Naquela época já estava órfã e não tinha mais irmãos, precisava preencher o vazio da família ascendente aumentando a família descendente.

Contrariando as recomendações médicas deu a luz a Aninha, Paulinho, Renato e Alexandre. Depois da 11ª gestação e cuidando de nove filhos veio o ultimato dos médicos: Dona Pitucha deveria fazer laqueadura de trompas, devido problemas de “pressão alta”. Mas teimosia pouca é bobagem, e ela não voltou ao hospital para fazer o procedimento. Voltou sim, um ano depois, para dar início a mais um pré-natal.

Dr. Hélio Issa não acreditou quando soube da notícia. Dona Pitucha já estava com 42 anos e então o médico optou pela cesariana, juntamente com a laqueadura (até hoje não se sabe se o médico fez um diagnóstico correto, ou apenas utilizou-se da cesariana para frear a reprodução em série rsss). Ao contrário do que ocorre com as mulheres hoje em dia, após o parto, disse que preferia mais 20 normais do que “aquela“ cesariana.

Certo é que aquele seria o último parto. Para não ter dúvida sobre a decisão, deu-se ao filho o mesmo nome do pai, conforme tradição da época. Assim nasceu Nivaldo Júnior.

Os filhos cresceram rapidamente. Devido a pouca diferença de idade entre eles, alguns amigos da família não conseguiam identificá-los pelos nomes. Por isso, o saudoso Neco arranjou um método para facilitar o reconhecimento das crianças. Passou a chamá-las por números. Assim, era um tal de dizer “ Nivaldo, seu filho número 7 atravessou na frente de um carro, quase morre atropelado”. Ou então: “Pitucha, o número 9 não foi para a escola hoje e está brincando na pracinha”.

João Vermelho até hoje chama os “meninos de Pitucha” pelo número.

Hoje, aos 77 anos de idade, Dona Pitucha pode se orgulhar de ter construído uma grande família. Não só pelo tamanho, mas pelo caráter, pela harmonia, pelo companheirismo e pelo amor que conseguiu transmitir aos filhos, netos e bisnetos.

Para resumir a trajetória de vida de Dona Pitucha basta uma frase de Clarice Lispector: “todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver”.

Da redação – foto arquivo da família

Redação

2 Comentários

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  • Ficamos super felizes com esta homenagem. Muito merecida mesmo. Agradecemos ao Rotary e a Informatoz!!!

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