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Jornalista é executado com cinco tiros

Dono do jornal é executado com cinco tiros

Empresário dono do Jornal O grito de Santa Luzia, foi atingido após visitar um amigo, chegou a ser socorrido, mas não resistiu; autoria e motivação do crime são desconhecidas

A Polícia Civil vai investigar o assassinato do empresário Maurício Campos Rosa, de 64 anos, dono do jornal “O Grito”, de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa quarta-feira (18). Ele levou cinco tiros.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima havia acabado de sair da casa de um amigo, no bairro Frimisa, quando foi atingindo. O proprietário do imóvel estava com Rosa, mas entrou em estado de choque e não conseguiu contar aos militares do 35º Batalhão como foi o crime.

O empresário foi socorrido por moradores e levado para o Pronto Atendimento (PA) do São Benedito com uma perfuração no pescoço e outras quatro nas costas. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte.

De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, ele chegou a passar por cirurgia, mas morreu às 23h45. Policiais fizeram rastreamento na região, mas nenhum suspeito foi identificado ou localizado.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que já instaurou inquérito para investigar a morte de Rosa. O delegado responsável pelo caso, César Matoso, informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações estão sob sigilo e só irá se manifestar na conclusão dos trabalhos policiais.

Jornalista diz não saber se empresário era ameaçado

O jornalista Carlos Dias Barbosa trabalha no jornal há 13 anos e disse à reportagem de O TEMPO desconhecer qualquer tipo de ameaça contra a vítima.

“O jornal O Grito existe há 27 anos e publicamos várias denúncias. Nos últimos anos estamos acompanhando alguns vereadores que estavam alugando caminhões para a cooperativa que

faz a coleta de lixo. Eu não recebi nenhuma ameaça e o Maurício também não reclamou de nada”, disse Barbosa.

Segundo ele, o empresário, formado em direito, era separado e deixa uma filha de 14 anos. Horários de velório e sepultamento ainda não foram decididos.

A reportagem tentou contato na Câmara Municipal de Santa Luzia, mas as ligações não foram atendidas.

Sindicato dos Jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais afirmou que está apurando os fatos e vai se manifestar por meio de nota ainda na tarde desta quinta.

Com O tempo

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