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Polícia faz operação contra o jogo Baleia Azul em nove estados

Os mandados expedidos pela Justiça estão sendo cumpridos em 20 municípios de nove estados brasileiros, entre eles Belo Horizonte

Policiais civis fazem nesta terça-feira uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento com o jogo Baleia Azul. Os mandados expedidos pela Justiça estão sendo cumpridos em 20 municípios de nove estados brasileiros, entre eles Minas Gerais.

A operação, chamada Aquarius, está sendo coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil do Rio de Janeiro. São 24 mandados de busca e apreensão no Amazonas, Minas, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além de um mandado de prisão a ser cumprido no Rio de Janeiro.

O jogo Baleia Azul é praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e WhatsApp e instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprirem 50 tarefas, sendo que a última delas é o suicídio.

Recomendações

A Polícia Civil tem uma lista de orientações aos pais para evitar que os filhos estejam expostos a crimes no ambiente virtual. É recomendado ter acesso às redes sociais dos jovens, se inteirar das suas rotinas, observar mudanças de comportamento, manter diálogo frequente, estabelecer uma relação de confiança e estimular sua autoestima por meio de conversas que despertem o interesse acerca do seu futuro.

Em 2015, um estudo do Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic.br), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revelou que 11% dos jovens entrevistados para uma pesquisa sobre oportunidades e riscos online afirmaram já ter tido contato com conteúdos sobre formas de se ferir. Outros 6% disseram que já leram no ambiente virtual sobre formas de cometer suicídio.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o número de jovens entre 15 e 19 anos que tentaram se matar no estado aumentou quase 15 vezes de 2010 a 2016, passando de 94 para 1.402 casos.

Da redação – Com informações da Agência Brasil.