Cidade Destaques

Irmãs são confundidas com casal homossexual por clube de Sete Lagoas

Foto arquivo do clube

Um caso de preconceito gerado por uma confusão em um dos clubes mais conhecidos de Sete Lagoas deixou uma família triste e revoltada. Um funcionário do Huracan confundiu duas irmãs como um casal homossexual e agiu de maneira discriminatória.

Débora Sena mostra o Boletim de Ocorrência sobre o ato discriminatório do funcionário - Foto divulgação: Débora Sena
Débora Sena mostra o Boletim de Ocorrência sobre o ato discriminatório do funcionário – Foto divulgação: Débora Sena

Débora Sena, agora ex-cotista do clube, relatou que sua irmã e ela foram até o clube no último dia 21, sábado, para aproveitar a piscina do lugar. Num dado momento, no local, as duas se abraçaram, num gesto de carinho. “Veio um senhor de blusa verde e disse ‘desagarra’. Eu nem achava que era para mim, quando repetiu ‘Desagarra. Aqui é um clube de família’”, disse Débora.

Ainda segundo a ex-cotista, o funcionário foi extremamente grosseiro e duvidou que as duas fossem irmãs. Com isso, Débora foi até a portaria do clube fazer uma queixa contra ele, só que o presidente do clube não se encontrava. “Um outro funcionário me disse que era uma norma do Huracan, mas eu já abracei o meu marido lá naquela área e ninguém reclamou”, desabafa.

Ainda no registro da reclamação, apareceu no local o homem que lhes abordou. “Ele disse lá que foi um sócio do clube que reclamou. Eu percebi que ele estava alcoolizado e que estavam bebendo. Os funcionários do Huracan não têm uniforme e crachá de identificação”, diz Débora Sena. Ainda sendo grosseiro, a ex-cotista chamou a Polícia Militar para registrar o ocorrido.

Dias após o caso de discriminação, o marido de Débora, Deivid Corcino, recebeu uma ligação do presidente do Huracan, que teria o xingado: “Ele discutiu com meu marido e falou para ele ‘virar homem’, que era moleque”, disse. Agora, ex-sócios do local, ela comenta que o clube não forneceu qualquer comprovante identificando o cancelamento da mesma.

O casal pretende entrar na justiça contra o clube: “Foi um ato de preconceito. Agiram de forma discriminatória. Era a segunda vez que eu tinha ido no clube, pagamos a cota por 10 meses; eles não queriam que eu estivesse lá”, desabafa Débora.

Durante dias a reportagem do SeteLagoas.com.br tentou entrar em contato com a direção do Huracan por telefone e e-mail, mas, não receberam retorno.

Da redação – com setelagoas.com.br