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QUEM NUNCA ERROU? QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.

QUEM NUNCA ERROU? QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.

PRESIDIO DE MATOZINHOS APOSTA NO QUE MUITOS CONSIDERAM NÃO TER MAIS JEITO

Por Jander Lourenço

O Conselho Nacional de Justiça estima que cerca de 70% dos presos acabam voltando à criminalidade em algum outro momento da vida. No presidio de Matozinhos na região metropolitana de Belo Horizonte, através dos professores da Escola Felícia Fernandes Campos, sediada em Mocambeiro, tendo anexo escolar dentro da unidade prisional, em nossa cidade, enxergam essa realidade de forma diferente, e fazem uma nova aposta pedagógica e humanizada. Orientados pela pedagoga educacional escolar Michelle P. Matos em parceria com a também da pedagoga do sistema prisional Soraia Ribeiro, somada ao brilhante trabalho da psicóloga Raquel Mendes, assim essa equipe, traça novos métodos a fim de diminuir essa estatística.

Na unidade prisional, um número de recuperandos (detentos) bastante significativo, frequenta as salas de aula, tendo a oportunidade de um novo aprendizado, podendo rever alguns valores acrescentando o aprendizado de trabalhos manuais, produzindo uma variedade de artesanatos, que diga se de passagem chamam muita atenção pela perfeição e pela habilidade aplicada na construção das peças produzidas dentro da unidade.

Seguindo esse novo modelo pedagógico e humanizado, os professores das diversas matérias ali lecionadas realizaram no ultimo dia 25/05/2016 trabalho pedagógico de diversidades, abordando a temática do dia das mães, para assim trabalharem o lado humano e emocional das relações estabelecidas entre mães e filhos, ao qual muitas das vezes ambos têm sofrido pela ausência e distancia estabelecida no cumprimento de sentença. A Unidade Prisional de Matozinhos, por meio de seus diretores e agentes, abraçaram o projeto se mobilizando prontamente em colaborar, assim redobrando o número de agentes de segurança para que a execução do projeto transcorresse em mais perfeita ordem e segurança.

Na Oportunidade os Recuperandos, apresentaram: Peças teatrais, músicas e declamação de poemas de própria autoria, não podendo deixar de mencionar as várias homenagens e declarações, pedidos de desculpas e agradecimentos feitos para estas mães que ali compareceram ao qual se emocionaram ao ver a transformação de seus filhos, reconhecendo o trabalho humanizado feito por toda equipe da unidade prisional, caindo por terra à concepção que aquele local somente forma o individuo que ali cai em bandidos, fato esse inverídico. Também foram presenteadas com vasos decorativos feitos de jornais, produzidos nas aulas da disciplina artes pelos recuperandos.

 “Têm pessoas que dizem: ‘pau que nasce torto, morre torno’, isso jamais. Pra quem quer mudar de vida, não muda de vida, quem não quiser. Eu quero mudar, e vou conseguir”, comenta um detento.

Para frequentar a escola ou exercer alguma atividade, o recuperando precisa ter bom comportamento.

“Alguns detentos anteriormente não tinham comportamento adequado e, com essas oportunidades, acabam mudando de atitude pra provar aos agentes, chefia de segurança e psicólogos, que merecem uma nova oportunidade de vida.” E novamente serem aceitos e inseridos na sociedade.

Por Jander Lourenço.

Redação

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