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Treinador de futebol é condenado por abusar sexualmente de jogadores

Homem, que trabalhava em uma escolinha no bairro Glória, em BH, terá que cumprir 20 anos de prisão em regime fechado por estupro contra dois atletas

Um homem de 27 anos que trabalhava como treinador em uma escolinha de futebol, em Belo Horizonte, foi condenado pela Justiça a 20 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra dois adolescentes.

As vítimas eram alunos do treinador em uma escolinha localizada no bairro Glória, na região Noroeste da capital. A condenação foi divulgada nesta terça-feira (18) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

De acordo com o TJMG, o primeiro caso foi descoberto em janeiro após a mãe de um dos alunos, um garoto de 13 anos, ler uma conversa entre o treinador e o jovem no WhatsApp.

Nas mensagens, o homem dizia que estava com saudades do aluno. A mãe perguntou ao filho sobre o que se tratava a conversa. O adolescente contou que já tinha “ficado” com o treinador, mas não entrou em detalhes. A mulher, então, resolveu levar o menino à uma Delegacia da Polícia Civil.

Aos policiais, o garoto contou como os atos libidinosos aconteciam e afirmou que outros dois colegas, ambos de 14 anos, também tinham sido vítimas. Eles foram chamados para depor.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o acusado teria praticado os crimes contra dois adolescentes. O órgão solicitou a absolvição do treinador em relação à suposta terceira vítima. O pedido foi atendido pelo juiz responsável pelo caso.

Durante a tramitação do processo foram ouvidas 13 testemunhas e as vítimas, além do acusado.

Na sentença, o juiz destacou o fato de o primeiro adolescente ter narrado com minúcias, firmeza e segurança a forma como agia o acusado nas diversas ocasiões de abuso.

O adolescente contou que criou relação de confiança e afeição pelo treinador e que também ganhou presentes como chuteiras e camisas de clubes de futebol.

O segundo adolescente também narrou as situações ocorridas na escolinha e confirmou que houve um relacionamento entre eles e que tinha medo que o acusado o prejudicasse caso eles não continuassem os encontros. O menino afirmou acreditar que estava tendo um relacionamento amoroso com o acusado.

A defesa do treinador pediu a absolvição por ausência ou insuficiência de provas. Afirmou ainda que as práticas teriam sido consensuais. O acusado, por sua vez, disse que os adolescentes podem ter “confundido o seu carinho”.

O TJMG explicou que os nomes e os dados do processo foram omitidos para preservar a intimidade das vítimas.

O acusado está preso desde o dia 22 de fevereiro deste ano e vai permanecer em regime fechado durante toda a fase de recurso.

Da redação – Com O tempo – foto Alex de Jesus