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Deputados federais são acusados de estupro e assassinato

Cúpula da Câmara e líderes são alvos de 33 investigações

Levantamento do “Congresso em Foco” aponta que cinco dos 11 integrantes da Mesa têm pendências

Comando. Câmara dos Deputados renovou a Mesa Diretora e as lideranças partidárias neste mês
BRASÍLIA. Não bastasse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estar às voltas com investigações da Polícia Federal e citações de delatores da Lava Jato, o comando da Câmara está recheado de parlamentares encrencados em inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Juntos, cinco integrantes da Mesa Diretora da Casa e oito líderes de partidos ou blocos respondem a 28 inquéritos e cinco ações penais na Corte máxima do Judiciário brasileiro.

Um levantamento do site “Congresso em Foco” mostra que as acusações em investigação ou julgamento são as mais variadas: estupro, tentativa de assassinato, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes contra a Lei de Licitações e compra de votos.

Na Mesa Diretora, cinco dos 11 integrantes têm inquéritos ou ações no STF. Entre eles está o deputado mineiro Fábio Ramalho (PMDB), recém-eleito para a 1ª vice-presidência. Ele é alvo do inquérito 3.692, que investiga a suspeita de crimes contra a administração pública. A apuração é sobre um suposto benefício a uma empresa farmacêutica na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que na época era comandada pelo ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro Agnelo Queiroz (PT).

Além dele, de acordo com o Congresso em Foco, há mais dois titulares da Mesa Diretora encrencados no Supremo. André Fufuca (PP-MA), 2ª vice-presidente, responde a um inquérito por suspeita de captação ilícita de votos e corrupção eleitoral. Já Rômulo Gouveia (PSD-PB), 4ª secretário, é alvo de um inquérito e uma ação penal na Corte. Entre os motivos estão supostos crimes contra a Lei de Licitações, quando era presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba.

Dois suplentes da Mesa que dirige a Casa também possuem pendências no Supremo. Dagoberto (PDT-MS) é réu em um caso de desvio milionário em recursos do DPVAT, o seguro obrigatório pago em caso de acidentes de trânsito.

César Halum (PRB-TO) é alvo de inquérito por suposta prática dos crimes de peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva.

Líderes. Alguns dos campeões em investigação no STF estão entre os líderes de blocos e partidos na Câmara. O campeão é André Moura (PSC-SE), que responde pela liderança do governo de Michel Temer (PMDB). Ele é alvo de quatro inquéritos e três ações penais, incluindo uma acusação de tentativa de assassinato de um rival político em Pirambu (SE). André Moura chegou a ser barrado pela Lei da Ficha, em 2014, devido a uma condenação por improbidade administrativa. Além, disso, teve a contas rejeitadas quando era prefeito de Pirambu (SE).

Dos tempos de prefeito sobraram ainda acusações sobre desvio ou utilização de bens públicos, improbidade administrativa, apropriação indébita e crime de responsabilidade. Ele também é alvo da Lava Jato, por suspeita de chantagear empresas na Câmara em conluio com o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outros parlamentares.

O líder do PSL, Alfredo Kaefer (PSL-PR), é investigado em seis inquéritos e uma ação penal.

A lista de líderes com problemas na Justiça é composta ainda por dois parlamentares mineiros: Luis Tibé (PTdoB) e Aelton Freitas (PR). Todos os investigados que se manifestaram ao Congresso em Foco negaram as irregularidades.

Entenda

Diferença. Inquéritos são investigações que antecedem uma eventual denúncia do Ministério Público. Já as ações penais são feitas após o MP considerar ter provas do fato criminoso e da autoria.

Da redação – Com O tempo online

Redação

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