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Processo contra Lula na Lava Jato está pronto para sentença

Ação apura se o petista recebeu R$ 12,9 milhões em propina da Odebrecht por meio de compras de um terreno e de uma cobertura em São Bernardo do Campo

Após o “sim” do juiz federal Sergio Moro ao convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ocupar o Ministério da Justiça no governo que começará em 1º de janeiro, a responsável pelo processo atualmente é a juíza federal substituta Gabriela Hardt. Depois que Moro pedir exoneração – ele se afastou da Lava Jato e pediu férias – um novo juiz federal titular assumirá os processos abertos a partir da operação no Paraná.

Podem manifestar interesse na vaga de Sergio Moro juízes vinculados ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O candidato que tiver mais tempo de magistratura será escolhido pelo TRF4 como novo titular das ações.

No processo que aguarda sentença de Gabriela, Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além de Lula, serão julgados na ação penal Gusmão, Costamarques, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antonio Palocci, seu ex-assessor Branislav Kontic, e o advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente.

O petista está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba há exatos sete meses. Ele cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão a que foi condenado pelo TRF4, de segunda instância, em outra ação da Lava Jato, a que trata do tríplex do Guarujá (SP).

Lula ainda responde a outra ação penal na 13ª Vara Federal de Curitiba, a respeito de suposta propina recebida por meio de obras em um sítio em Atibaia (SP), frequentado por ele e sua família.

De acordo com os procuradores da Lava Jato, o ex-presidente foi beneficiado ilicitamente pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin em reformas que custaram 1 milhão de reais e incluíram a construção de anexos e benfeitorias na propriedade, como a instalação de uma cozinha de alto padrão e campo de futebol. Odebrecht e OAS teriam arcado com 870.000 reais das obras e a Schahin, por meio de José Carlos Bumlai, teria pago 150.500 reais. O processo está na fase de oitivas de réus. Lula prestará depoimento no próximo dia 14 de novembro.

Da redação – Com Veja